terça-feira, 27 de setembro de 2011

Talvez

"Todo se passa mais devagar
Os olhares são mais longos, quase como se esquecidos naquele lugar
Fixo

Onde eu esotu?
Por aí... por lá... vai saber!
Quanto mais aguento dessa mesma coisa repetida
Que se repete todo dia?
Quanto mais posso aguentar das mesmas pessoas,
Tão imutáveis ao meu redor
Que mais parecem totens ao meu redor...

Meu sorriso já é estático
E memorizado em meu rosto, meus lábios
E a espontâniedade se esvaiu num vento quente do amanhecer de hoje
Digo as mesmas palavras
Faço as mesmas coisas

A esperança se deleita com a ideia do amanhã
E o meu peito se capricha no ritmo pelo amanhã
E talvez tudo seja um pouco melhor
Para esse punhado de mim esquecido..."

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Crepusculário

"Um dia como outro qualquer
Desprovido de surpresas, tanto boas quanto ruins
- ao menos por horas que já se passaram!


O ciclo se reincia
Numa mesma rotina maçante e previsível...

Os rostos?
São os mesmos!
Os passos?
São os mesmos!
Os dias?
Esses sim passam... mas se parecem com os dias de antes
E de antes dos dias anteriores
E por ai se vai...

Minhas mão parecem insaciavéis ao prazer de escrever
Provavelmente o único prazer que ainda me resta
Neste punhado de mim disperso..."

Lucca R. DiAngello

domingo, 25 de setembro de 2011

Desce A Noite

"A noite vem chegando
Junto dela, um resquício de esperança restante de hoje mais cedo,
Por um amanhecer um pouco melhor
Esperando por uma claridade frouxa nos primeiros segundos da manhã
Para que pudesse brilhar nos meus olhos
E iluminar esse restante punhado de mim..."


Lucca R. DiAngello

Dia: Hoje

"Tudo amanheceu melhor... Menos abafado em cima de mim!
As paredes se abriram, mas ainda estão firmes e forte ao meu redor
Os rostos se desfaçaram na mais perfeita simpatia
E na ilusão de me iludir...
Nada mais é o mesmo... e ainda assim, tudo contiua igual!
Num movimento estático ao redor do nada...

Nessa galaxia de sentimentos ruins,
Me sinto a estrela maior que puxa pra si
Tudo o que esta a sua volta
Na sede de seres orbitando a sua volta... dependentes!
Mas eu não tenho luz....
Não tenho forma...
Só formato...

Eu sou todo barulho... ruído...
Bagunça... e ainda não sei ser nada...

Tudo amanheceu melhor em algum lugar do mundo
Uma chama se acendeu
E as faíscas, de alguma forma, vieram parar aqui perto de mim
Deixei-as quietas,
Talvez iniciem um incendio e queimem tudo o que não presta
Deixando ao chão só um punhado de mim"

Lucca R. DiAngello